terça-feira, 9 de maio de 2017

Menina Mulher... Amada.


Menina Mulher...
Aceita.
Amada.

Sensível, sublime... suavidade,
Alegria, coragem... amorosidade.

"Não.
Incompreensão".
AGRESSIVIDADE!

Mas por quê?
Para quê?
Para quem?
Onde está VOCÊ?

Acolhida, compreendida...
SIM!
Você pode!

Vem, menina...
Doce, suave, serena...
Sem defesas ou escudos... pequena.
Grande!
Menina Mulher, plena.
Amada, serena...
Aceita.

Vem, agora,
VOCÊ.
Vem, agora,
Ser plena.
Vem, agora!
                   Você.
                            Vem...


09 de maio de 2017
Carolina Grant.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Poema da Crença (ou Canção da Criança)


video

Poema da Crença (ou Canção da Criança)

Criança
     Criar
          "Cuidado!"

Criança
     Criar
           "CuiDADO!"

Criança
     Criar
           "CUIDADO!"

Crian...CRENÇA?

"Não posso!
 Não faça!
 Não sabe!

 Não pode!
 Não quero!
 Não vai!"

"Não posso!
 Não faça!
 Não sabe!

 Não pode!
 Não quero!
 Não vai!"

"CRESÇA"

Crescer?

"Agora!
 Sem tempo!
 Besteira!
 Bobagem!"

"Agora!
 Sem tempo!
 Besteira!
 Bobagem!"

CRESCIDA

"Trabalho!
  Sério!"

MEDO!

"Cuidado
       CuiDADO
             CUIDADO"

"Trabalho!
  Sério!"

MEDO!

"Cuidado
       CuiDADO
             CUIDADO"

Socorro!
    Sufoco!

"Respira, não pira!"

Vida!
Criança!

Criança crescida,
Sempre criança!

CRIANÇA CRIA A VIDA!

CRIANÇA
            CRIA
                   A VIDA!


Salvador, 08 de abril de 2017
Carolina Grant (Nina)
Pós-Graduação em Desenvolvimento
Lúdico-Criativo de Pessoas
(Translluddus)

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

À beira de mim... (ou "Oração à criança ferida")


À beira de mim...

Numa tarde cinza-concreto com nuvens de prata,
eu sentei à beira de mim.
E no fundo de um abismo profundo, eu vi
Uma imensa escuridão sem fim.
Sim, eu vi,
quando sentei à beira de mim.

Não fugi, nem desviei o olhar.
Não aleguei estar sem tempo
de parar e olhar para dentro.
Não, eu vi
a minha sombra refletida,
quando sentei à beira de mim.
 
Mas também não me atirei.
À loucura profana, não me entreguei.
Haveria de enxergar por detrás ou além,
pois sentia o calor de uma chama,
e uma voz a chamar: vem.
 
Em meio a escuridão, ecos e espinhos,
Procurei encontrar um caminho
Para dentro
(pois sabia que aquela imensidão não era o fim).

Árdua foi a jornada.
Não sem dor
resistência
angústia
cansaço
Mas, enfim, encontrei.

Era só brilho estes teus (tão meus) olhos-sorriso
Pequenina, risonha, menina... Ah, menina...
Num relance, tu somes!
Num vislumbre, onde estás? 
Entre lembranças e sonhos...
 
Traz de volta a luz e a leveza 
Desta tua brincadeira
E ilumina, aquece o meu peito
Me ensina a fazer do teu jeito
Sempre a recomeçar...

Sentada à beira de mim,
eu vi...
Uma luz, uma verdade,
em forma de menina,
pequenina,
eu vi...
A iluminar a minha sombra
Com a sua centelha divina
Minha semente-menina
A mim.

Sentada à beira de mim,
eu vi...
Teu sorriso meu a brilhar lá do fundo sem fim.

...

Levantei.
Caminhei...
Luz e sombra habitam em mim
Não é razão para temer ou parar, mas para seguir.

Recomecei.

Uma pausa.

Avancei... e percebi...
Sempre que precisar,
sentarei à beira de mim.
 
Salvador, 25 de janeiro de 2017.
Carolina Grant
 

***
E você? O que vê sentada(o) à beira de si?